Vinho Suave vs. Vinho Seco: descubra a diferença!



Quem nunca teve dúvidas sobre a classificação dos vinhos? E sobre a diferença entre vinho suave e vinho seco? Todo iniciante no mundo do vinho já, ao menos, procurou a respeito da diferença dessas duas classificações!

Então vamos lá, vejamos quais as diferenças para não termos mais dúvida. E se você ainda não tem o seu vinho preferido, entenda a diferença para poder escolher aquele que mais agrada o seu paladar!

A diferença entre o vinho suave e o vinho seco não está relaciona à uva usada para a elaboração de cada um deles, como muitos afirmam, mas sim ao método de elaboração do vinho em si. Isso mesmo! O vinho será seco ou suave de acordo com a vontade daquele que o produz.

O modo de elaboração

Vinho seco

As uvas são esmagadas e a fermentação ocorre até que as leveduras transformem todo o açúcar das uvas em álcool.

Vinho Suave

As uvas são esmagadas e a fermentação ocorre até que o vinho alcance o nível de doçura desejado. Nesse momento o produtor interrompe a fermentação (baixando a temperatura ou por meio da filtragem) para fazer com que a levedura pare de transformar o açúcar em álcool. Outra forma de elaborar o vinho suave é adicionar açúcar ao vinho.

A diferença, portanto, está na quantidade de açúcar presente em cada um dos tipos de vinho. O vinho suave sempre terá muito mais açúcar residual do que o seco (também chamado de vinho fino de mesa).

 

Vinho Seco

O Vinho Seco, também chamado de vinho fino de mesa, é o vinho em que a fermentação transforma praticamente todo o açúcar em álcool, razão pela o teor de açúcar residual é sempre baixo – máximo de 5g/L. Não há qualquer adição extra de açúcar.

Outra característica desse tipo de vinho, é que sempre é elaborado com uvas da família vinis vinífera, ou seja, uvas nobres, destinadas especificamente para a produção de vinhos, como a Cabernet Sauvignon, a Malbec, a Merlot, a Sauvignon Blanc, a Chardonnay, dentre inúmeras outras.

Segundo especialistas, em razão da não adição de açúcar, no vinho seco a percepção de diferentes aromas e sabores é muito mais perceptível do que nos vinhos suaves, pois o o açúcar interfere na percepção e na identificação na boca e no nariz.

Se você é daqueles que gosta bastante dos vinhos suaves e quer ousar e experimentar algum seco, sugerimos que comece por um Pinot Noir ou Carménère, porque são uvas mais leves, mais fáceis de agradar o paladar. Se preferir brancos, experimente um Torrontés argentino.

Vinho Suave

O Vinho Suave é o vinho que normalmente os iniciantes no mundo do vinho experimentam primeiro ou, se não for o primeiro degustado, muitas vezes é o primeiro a ser apreciado!

Nem sempre é assim, mas muitas vezes é… Mas quando é, por quê? Aparentemente porque nosso paladar está muito mais acostumado e é muito mais facilmente atraído pelo sabor doce do que com o menos doce.

A parte ruim disso? O açúcar esconde um pouco a diversidade de aromas e sabores, aqueles que todos nós já ouvimos ou lemos a respeito e que os especialistas adoram enaltecer…

Em relação às uvas usadas em sua elaboração, é importante esclarecer que esses vinhos podem ser produzidos com uvas da família vinis vinífera, como o Vinho Seco, mas pode ser elaborado com uvas não viníferas, como aquelas que consumimos, por exemplo, a uva Itália ou a Isabel.

Além disso, vale destacar que apesar do alto teor de açúcar residual, o vinho suave pode ter esse açúcar natural, em razão da interrupção do processo de fermentação ou, o que ocorre na maior parte dos casos, receber adição de açúcar.

Suave é doce, mas não é o Vinho Doce!

Que o vinho suave é doce, já sabemos. Mas é importante distinguirmos o vinho suave do vinho doce, especialmente daqueles vinhos verdadeiramente doces, como o de Sauternes (famoso vinho branco doce da França) ou o ice wine, por exemplo.

O vinho doce, o verdadeiro doce que os especialistas sugerem que seja degustado em momentos de reflexão ou junto com sobremesas, por exemplo, não tem a adição de açúcar. A doçura pode vir de diversas formas, tais como do fungo Botrytis Cinerea, da colheita tardia, da passificação, ou da adição de aguardente para aumentar o teor alcóolico.

 

Fonte: Winer.com.br